segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O segredo do Blaster [parte 7]

Na 6ª parte do 'segredo', eu contei que o Felipe estava na padaria com o Blaster e que minha mãe estava indo para lá. Naquele momento eu me desesperei. Tudo estava perdido. Tudo pelo que lutei havia descido ralo à baixo. A única coisa que eu poderia fazer era tentar enrolar a minha mãe para dar mais tempo para Felipe e Pablo pensarem, afinal, eu mesmo não conseguia raciocinar.
Disse aos dois:
- Façam algo! Escondam o Baster em algum luga! Eu vou enrolá-la para dar tempo a vocês!
- Eu te ajudo - disse Pablo - Felipe, você esconde o Blaster!
- Desde quando eu virei empregado de vocês? Na verdade, vocês quem deveriam estar me bedecendo para eu não entregar seu segredo. Afinal, eu nem gosto "dessa coisa"!
- Felipe, por favor. Eu sei que você tem um coração. Quando eu liguei para você trazê-lo para cá, eu o ouvi rindo. você estava se divertindo com ele. Em poucos minutos de convivência, você se encantou pelo Blaster.
- Assim como todos nós - completou Pablo.
- Fe, por favor. Não cause nenhum mal a ele.
Naquele momento, ele pode notar a minha sinceridade e meu amor pelo Blaster, e seus melhoressentimentos afloraram naquele momento. Mesmo ele, que se demonstrava tão grosso e sem coração, tinha que admitir que o Blaster o conquistou e o apaixonou.
- Ok. - disse meu irmão - Eu vou escondê-lo. Distraiam a mãe uns minutos que eu dou um jeito.
Nunca, em toda a minha vida eu senti tanto orgulho do Felipe. Pela primeira vez, ele estava agindo com a consciência e não com a ambição. Não que ele seja ambicioso, mas 99% das vezes ele não liga para as consequencias, apenas para seu próprio eu. Naquele momento, eu pude sentir que ele se importa com os outros. Naquele momento, eu o vi como um irmão, o que não acontecia à anos.

Depois disso, Pablo e eu corremos em direção da minha mãe. A paramos com a mente vazia, tentando atrasá-la, mas torrei os neurônios para conseguir.
- Mãe...
- O que foi? - Perguntou ele.
- Eu preciso te dizer uma coisa.
- O quê?
- ...
- Ele quer dizer que meus pais viajaram! - Disse o Pablo.
- Mas isso ele já disse. Tem algo mais?
- Tem, é que...
- Vamos logo! Tenho que voltar para a padaria!
- Mas eu preciso falar!
- Fale na padaria. Se chegar um cliente...
- O Felipe está lá. ele atende.
- Por que ele está lá? Vocês não estavam se estranhando?
- É isso que eu quero dizer! Que "fizemos as pazes"!
- Quem bom! Parece que agora vocês vão se entender! Depois de tanto tempo, vão para de brigar como cão e gato!
- Eu sou o gato, é claro.
- Humilde... - comentou o Pablo.
- Mas vamos para a padaria, porquê...
- NÃO!! - gritamos, assustando a minha mãe.
- Por que não? Vocês estão me escondendo algo? Guilherme Vieira Rodrigues, se você está mentindo para mim, é bom dizer a verdade logo!
- Claro que não! É que...

Para minha sorte o Felipe saiu da padaria nesse instante e gritou:
- Podem vi... (ele notou que minha mãe desconfiaria e se interrompeu) Mãe! Já voltou?Que bom!
- Tem algo muito estranho aqui... Mas vamos entrar.
Todos entramos. Minha mãe foi para trás do balcão, Pablo foi olhar as guloseimas expostas e eu, perto da entrada, perguntei ao Felipe:
- Tudo Ok?
- Ok. Eu dei um jeito.
- Eu não sei como te agradecer. Mas ainda vou precisar da sua ajuda para tirá-lo daqui sem ela notar...
- Meninos - gritou minha mãe - eu vou lá atrás (no quartinho dos fundos) e já volto. Olhem a frente (ficar de olho na recepção).
- Onde você o pôs?
- No quartinho.
- O QUÊ? ELA FOI PARA LÁ!

Eu corri em direção ao balcão e a porta do quartinho (que fica atrás dele), mas demorei muito. Antes que chegasse à ela, minha mãe gritou:
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Um Cachorro!!!!!!!!

Pronto. A bosta estava completa. Definitivamente estava tudo acabado. Minha mãe iria desmembrar o Blaster e vendê-lo para o tio que vende churrasco em frente ao supermercado.
Quando ouvi o grito, parei de correr. Fiquei sem reação. Não pude pensar. Apenas ver. ver o Blaster correndo porta á fora e minha mãe atrás dele com uma vassoura na mão.
Naquele instante, me joguei no chão e abracei o Blaster. Minha mãe poderia dar uma paulada nele, mas não em mim. Eu acho.
- Guilherme, como esse vira-latas entrou aqui? Por isso que vocês estavam me distraindo, não é?
- Não machuque ele! - falei, quase corando para comovê-la.
- E ele não é vira-latas! É um Husky! (clique aqui para ver um husky)
- Na verdade, ele não é um Husky; é um Shiba Inu! (Foto aqui.)
- Não interessa a raça desse vira-latas! (Ela ainda não havia notado que vira-latas é a falta de uma raça, e que o Blaster é um puro-sangue.) Eu quero ele fora da padaria! Já imaginaram o que aconteceria se um cliente visse um cão na padaria?
- Mas mãe! Não podemos nos livrar dele!
- Depois falamos sobre isso; tirem esse bicho da padaria!

Depois do ocorrido, o levamos para minha casa. minha mãe disse para esperar-mos nosso pai chegar para decidir-mos o que fazer com ele.
Antes de contar o que aconteceu (o que é bem previsível se você já leu minha postagem "Online na roça" ou já viu minhas comunidades no orkut), eu vou falar um pouco sobre o Blaster, agora que você já sabe que ele é um cachorro. Eu acho que foi bem previsível, mas eu fiz o máximo de suspense possível.
O Blaster é de uma raça japonesa chamada SHIBA INU (em português, cachorro pequeno). Essa raça é bem popular no Japão; é excelente para caça de animais pequenos, mas também é uma ótima companhia, mas não fica tão grudado nos donos; ele é mais na dele. O Felipe o confundiu com um husky porque ele é bem parecido com essa raça, porém menor (cerca de 41,5 cm) e tem focinho pontudo e orelhas triangulares, um pouco inclinadas para frente. Para saber um pouco mais e ver muitas fotos, eu vou deixar o link do site do canil Prodigus Canis, um canil em São Bento do Sul (Santa Catarina) que cria Shibas e Rottweilers. Para visitar o site, clique aqui. (Eu não estou recebendo pela propaganda! É que o site é bom mesmo!) E vale a pena entrar; é uma foto mais encantadora que outra. Eu fiquei parecendo um bobão na frente do computador, vendo as fotos, babando e falando com voz enrolada (como muita gente faz com bebês). Mas vamos voltar à história.

Mais tarde, na minha casa, minha mãe, Felipe, Blaster e eu estava-mos sentados envolta da mesa, esperando nosso pai e conversando sobre o futuro do Blaster:
- Então era isso! - disse minha mãe. - Por isso que você estava tão pra baixo a semana inteira! Você estava escondendo o cachorro e o Felipe estava te chantageando para não contar, e como você achava que não o queria-mos, aceitou calado.
- Isso aí. Hoje os pais do pablo viajaram e ele levou o Baster para a casa dele, para tirá-lo do terreno baldio e o Felipe não ter provas contra nós, e consequentemente parar de me chantagear.
- Mas quando que fui para a padaria no lugar do Gui, liguei para um amigo e pedi que ele o seguisse para sabedo o que faria; eu descobri o que estava acontecendo e liguei para os pais o Pablo, dizendo que tinha visto pessoas estranhas rondando a casa e que ele poderia estar em perigo. Por isso eles voltaram.
- Sem escolha, eu o trouxe para cá, e o Felipe concordou em cuidar dele, mas acabou se apaixonando por ele também, afinal, ele é irresistível!
- Depois que os pais do Pablo saíram de novo, eu fui levá-lo para eles, mas você estava chegando do mercado, e eu não vive escolha a não ser escondê-lo na padaria.
- Muito útil, inclusive! Não deram dois minutos e a mãe achou ele! Não foi de propósito?
- Claro que não!
- MENINOS! Estava tudo tão bom em paz! Não voltem a brigar!
- O que faremos agora?
- Vamos ver o que seu pai vai achar do cachorro. Mas antes que ele chegue, vamos dar um banho nele. Ele está bem suginho...
- Ok. Eu vou ligar para a Petshop!

Eu liguei e eles vieram o buscar em casa. Enquanto ele estava lá, eu contei que havia achado o Blaster bem suginho e doente e comecei a cuidar dele. Meus amigos da escola começaram e ajudar, dando banho, comprando remédios e passando as tardes com ele. Mas por falta de opção, tivemos que deixá-lo no terreno baldio para ninguém descobrir. Afinal, os pais de nenhum de nós iria querer um cachorro. O meu pai mesmo disse que se visse um cachorro em casa, o jogaria pela janela. Acho que ele não seria tão cruel, mas nunca se sabe O.o'

O tempo foi passando, o Blaster voltou e estava-mos apreensivos esperando meu pai, para saber se ele iria aceitar o Blaster em casa. Quando ele chegou, minha mãe foi recebê-lo na porta. Ele mal entrou e ela começou a enchê-lo de elogios para ele não chutar (literalmente) o Blaster pela janela, afinal, minha mãe também ficou encantada pela carinha felpuda do Blaster.
- Oi amor! - disse minha mãe ao receber meu pai - eu tenho uma coisa para te pedir!
- Não pode pedir depois que eu estives dentro de casa?
Ele entrou e deu de cada com a seguinte cena:
Felipe jogado no sofá em frente da televisão, entre eles eu no chão com uma bolinha na mão, e o Blaster ao meu lado, sentado com a cabecinha de lado, olhar meigo e abanando o rabinho.
Meu pai logo perguntou:
- O que esse bicho está fazendo aqui?
- O Gui achou ele na rua e "agente quer" ficar com ele!
Meu pai olhou para o Blaster, o Blaster devolveu o lhar de forma doce e arinhosa, pôs a linguinha de fora e nós interrompemos o troca-troca de olhares:
- Deixa pai! Deixa! Nós vamos dar banho (ou pagar para darem), alimentar, limpar o cocô, levar para passear...
- Esperem! Eu não disse nem que sim, nem que não!!
- E ai?
Os poucos segundos que se suucederam foram agonizantes, mas vou te poupar deles:
- Claro. Desde que ele não mastigue nada e eu não pise em merda de cachorro...
Nós dois gritamos e o Blaster latiu. Mas aí veio outro dilema:
- Qual vai ser o nome dele?
- Ele já tem nome: Blaster.
- Que nome ridículo! - Disse Felipe. - Que tal Rex?
- ¬¬ Você acha que meu cachorro vai ter esse nomezinho bobo e padão? Só faltava sigerir Totó!
- Blaster é um nome muito idiota! Eu prefiro Apollo ou Maylon.
- Mas ele já tem nome. Á semanas que eu o chamo de Blaster e ele responde.
- Vamos ver:
O Felipe começou a chamar: "Apollo! Vem cá Apollo! Maylon, vem cá no meu colo, vem!"
Mas o Blaster continuou olhando pra TV. Então eu disse "Blaster..." E ele olhou para mim, abanando o rabo.
- DECIDIDO! O nome vai ser Blaster!
- Mas, mas...
- Eu achei ele, eu escolho o nome.
- De onde você tirou esse nome?
- Bom, Shiba Inu é uma raça japonesa, então eu pensei em algo japonês; tem uma banda de j-rock (rock japonês) que tem uma música com esse nome. Por falta de criatividade, dicidimos (eu e o pessoal da escola) por esse nome. (Eu vou por a música no final da página. Se você quiser ouvir, é só clicar PLAY).
- Mas, ele não tem nenhum dono por ai?
- Não. Nós procuramos mas ninguém nos bairros mais próximos perdeu um Shiba. E comerciantes perto do terreno baldio onde o chamos disseram que ele apareceu do nada numa manhã e que ele parecia abandonado.
- Nesse caso, Blaster agora é parte da família.

E foi assim que o Blaster, meu Shiba Inu veio para nossa casa. O problema é a Mariana que não deixa o pobre em paz, mas são consequencias da vida. Nunguém mandou ele nascer lindo e irresistível! Tipo assim, como eu, por exemplo. Agora vou parar, senão vou criar calos nos dedos :P
Mas antes, a música que eu disse acima:






Comente e até a próxima!



sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz década nova - ORIGINAL

Eu sei. Ano passado, coloquei uma postagem de FELIZ DÉCADA NOVA. Fiz isso por que sou (ou pelo menos era) um grande burro que não raciocina e não pesquisa. No nosso calendário, o 1º ano foi o ano 1 a.C. (e não teve ano 0). Por isso, no ano 10 se encerrou a 1ª década e no ano 11 se iniciou a 2ª. Seguindo a lógica, todo ano terminado em 1 (1991,2001,2011,2021...) é o primeiro de uma década.
Então, agora sim, com certeza quero lhe desejar uma FELIZ DÉCADA NOVA!!. Se o seu 2010 não foi bom, lhe desejo um 2011 melhor. Se 2010 foi ótimo... Que seu 2011 seja melhor ainda!!

Não vou ficar falando muito; como eu ja disse nessa postagem, eu não estou animado com o blog e nem vou me esforçar para 'ergue-lo'; mas em breve, a versão v3.0 irá mudar tudo isso.

Clique aqui para ver (ou rever) a postagem de ano novo do ano passado.

Em breve, o encerramento (provavelmente definitivo) das estórias do EH.

E pra finalizar, o típico cartão de ano novo. Já sabe: para colocá-lo no orkut, blog, site ou etc, copie o código abaixo dele. E para por no orkut novo, clique em HTML, na parte superior na caixa de recado  ;D



<center><a href="www.espacohugo.blogspot.com" title="Clique e acesse o Espaço Hugo!!"><img src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRlfDPZ9UMG6JH3Ulsu8ZD2YcNTXgctyGF9WxE-7kTgvNcrRvXSkKOc8eZwhfW-GsY8gtRquO_ABLx3ROMci3LdxmeVeBmAgzx5O1NnoKt_cso8_XwVlfS53ZmPAqUHeZy01QlKAIFyPc/s1600/Cart%2527ao_reveillon_EH_2011.png"></a></center><center><a href="www.espacohugo.blogspot.com" title="Clique e acesse o Espaço Hugo!!"></a><span style="color: #0b5394; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-large;">Te desejo tudo de bom para esse novo ano!</span></center><center><span style="color: #0b5394; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-large;"></span><span style="color: #54adff; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: large;">Que seu desejos se realizem e tudo que você não conseguiu em 2010 chegue em dobro nesse ano!!</span><div style="text-align: right;"><span style="font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-small;">Acesse o Espaço Hugo e confira a postagem de ano novo!!</span></div><div style="text-align: right;"><span style="font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-small;">Clique na imagem!</span></div></center>
Até a próxima e até mais !!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal 2010!!

Ow happy day!
Que dia feliz! Um dia cheio de letras 'P'!
Pernil, Perú, Panetone, Pavê, Pêssego...
Mas também tem outras letras!!
Vinho, Champanhe, farofa, bolo, sorvete...
Natal é maravilhoso!

Pena que muita gente se esquece do verdadeiro significado dessa festa... Mas se você quer se relembrar da natal passado onde falei de como as pessoas se esquecem de Jesus, clique aqui.
Mas vamos falar de 2010.
Neste natal o mundo está de pernas pro ar. Diria que está tudo fodido, mas não direi porque não gosto de palavrões. Até o papai noel (anti-Cristo) está corrompido! Veja:


Você levaria seu filho/irmãozinho pra sentar no colo dele?? EU NÃO!

Mas não é só isso. Olha essa versão século XXI da história de Jesus:



E agora o mais pior de ruim.
A Lady Gaga, cantora endemon americana, gravou sua própria versão da canção de natal.




Veja a tradução da letra clicando aqui!
Fiquei parcialmente traumatizado...

E como sempre, vou recomendar um blog que acho sensacional!
Veja a tirinha de natal do Dr. Pepper!



Então é isso aí!!
Quero agradecer as pessoas que me ajudaram a fazer essa postagem sem saber!!
Blog do chato
Dr. Pepper (de novo)
Entrem, porque tem muita coisa legal lá  ;D
(Lembrando que o Dr. Pepper não é recomendado pra moralistas e/ou menores de 18 anos)

Feliz natal! Um ótimo dia, e que ele seja cheio de alegrias para você, seus familiares e amigos!!
Coma bastante e tenha ENO à mão, caso bata uma indigestão!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mudanças íngremes

Bom, caro leitor, amigo, companheiro.
Estou anunciando que irei grandes fazer mudanças no EH.
Após quase dois anos eu notei que estava investindo em um projeto falido. Estava remando dentro de uma canoa furada. Eu gosto muito e estórias e escrevi muitas postagens relatando aventuras de minhas personagens. E até meu livro está parado. Enviei para uma editora em MARÇO/2010, e me disseram que em aproximadamente seis meses, me dariam uma resposta (positiva ou negativa). Mas estamos em DEZEMBRO/2010 e nada foi dito. Nem um SIM, nem um NÃO. E o blog... Poucos leem. Quase ninguém se interessa. Sobre isso, fiz uma postagem a mais de um ano, dia 13/10/2009 falando exatamente isso, mas não publiquei porque não tive criatividade para um bom final, e principalmente, achei que é um tema muito entediante. Um dia a acabo e coloco aqui.
Mas enfim: estava escrevendo muitas estórias e estava super animado com a ideia de conseguir alguns leitores: fiz campanhas, espalhei propagandas pelo emprego e pelo orkut, e fiz até um perfil no orkut no Guilherme do DIÁRIOS!! Mas nada adiantou. Uma porcentagem minúscula da população brasileira lê estórias na internet. Alguns por não ter tempo, todos os outros por preguiça e/ou não gostar de ler.
Por isso, vou parar de escrever crônicas e ficções científicas. Vou enfatizar mais a paste FILOSOFANDO, com Stand Up's e piadas. Vou colocar downloas no blog, e fazer conexão com meu novo blog: OUR GEEK SPACE.
Para marcar um novo período do EH, e apagar de vez as antigas intenções que eu tinha com esse projeto de dois anos que me rendeu uma grande amiga e nada mais (o que já é muito lucro), irei lançar o Espaço Hugo v3.0.
Uma versão totalmente nova, que irá mudar bruscamente o EH, e não gradualmente como foi a versão 1.0 para a 2.0.

Bom, é isso.
Veja minha postagem que natal que colocarei dia 25 (obviamente), e a postagem de reveillon, no dia 31.

Minhas estórias ficarão mofando no porão de arquivos online do EH, na esperança de que um dia alguém as ache e eu ressuscite o Diego, o Guilherme e tantos outros pseudônimos de desabafo.

Então, até a próxima!
Em breve, especial de natal!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O segredo do Blaster [parte 6]

Eu estava tranquilo. Estava calmo e confiante. Pena que não fui cuidadoso... Espere! Vamos dar um passo de cada vez.
Depois que sai da casa do Pablo, voltei para a padaria. Ao chegar, o Felipe saiu rapidamente, quase não olhando para mim. Me disse apenas:
- Vou embora; preciso fazer uma ligação...
Achei meio estranho, mas igorei.
Minha mãe me perguntou o que fui fazer na casa do Pablo, e eu disse a verdade: os pais dele viajaram e ele me chamou lá para me avisar. Apenas acrecentei uma informação: disse que o Pablo havia me chamado para ir para a casa dele no dia seguinte, e ela disse que eu poderia ir, afinal, eu estava ficando muito tempo na padaria e deveria ir me divertir um pouco com os amigos. Eu não menti. Na verdade o Pablo realmente disse para eu ir para a casa dele. Eu apenas não disse o porquê. Não sei se estou certo, mas eu acho que dizer a informação imcompleta não é a mesma coisa que mentir. Eu disse a verdade. Incompleta, mas não era mentira.
Certo tempo depois, a patroa, amiga e sócia da minha mãe chegou fazendo fof comentando sobre os acontecimentos do bairro. Ela entrou e disse:
- Vocês estão sabendo o que aconteceu?
- Com quem? - perguntou minha mãe.
- Com aquele cara insuportável que tenta arrumar confusão sempre que vem aqui...
- O que foi?
- Depois que ele conseguiu pegar pão de graça aqui, tentou fazer a mesma coisa com o açougueiro.
- Qual?
- O Zé.
- O quê? Ele é doido? Quer morrer?
- E quase que morre mesmo. O açougueiro deu uma porrada que afundou o nariz dele. Depois ele levantou e foi pra cima.
- Putz... - comentei.
- E ai? - disse minha mãe, morrendo de curiosidade.
- O Zé pegou a pexeira.
- Não acredito! Morreu?
- Não. Mas quase perde a orelha. Ela ficou pendurada... E o Zé disse que caso ele tente "roubar" algo no bairro novamente, o sangue vai descer...
- Ainda bem!
- Gui! Não diga isso!!
- Mas agora estamos livres dele! Aposto que ele nunca mais volta aqui, ou pelo menos vai nos tratar  como reis.
- Você tem que confessar que aquele cara é um saco!
- É, mas não devemos nos alegrar pelo mal das pessoas...
Eu não estava desejando o mal... Apenas queria que ele nunca mais me achesse o saco... Mesmo que para isso tomasse uma surra.
Mais um tempo se passou.
Minha mãe me pediu para que pegasse um pacote de farinha de trigo em casa para não precisar ir ao mercado. Ao chegar, encontrei Felipe na Internet que ao me ver, começou a gritar:
- Eu não vou voltar para a padaria! Não quero saber o que aconteceu; eu não volto para lá.
- Você sabe o que vim fazer aqui? Cala a sua boca, senão vou pedia para a mãe para ficar o resto do dia de folga e ela vai te obrigar a ficar na padaria...
- Perdeu o medo ou o juízo? Esqueceu que tenho você e seu "brinquedinho" nas mãos?
- Eu não quero saber! Não vou mais aceitar suas chantagens calado. Se quiser pode contar para nossos pais do Blaster; você não poderá provar...
- Se eu fosse você...
- ... Mas não é! Faça o que quiser; eu não tenho medo.
- Ok, mas não diga que não avisei...
Peguei a farinha e votei para a padaria. Não queria saber o que o Felipe pretendia fazer. Agora que o Blaster estava escondido na casa do Pablo e seus pais não estavam, eu podia ficar tranquilo. Pelo menos por enquanto.
Não se passaram mais de 30 minutos e o Pablo me liga:
- Gui! O pior aconteceu!
- O que foi?
- Meus pais estão voltando!
- O quê? Como assim?
- Eles me ligaram desesperados dizendo que ligaram para eles avisando que eu estava em perigo e que eles deveriam voltar imediatamente!
- Quem fez isso?
- Não me disseram.
- Vem pra cá; quando você chegar nos falamos. Minha mãe está vindo. Vou desligar.
Ele veio correndo, escondeu o Blaster no terreno baldio e ao chegar, me explicou o que havia acontecido:
Alguém disse que o Pablo e toda a casa estava em perigo; não era nada concreto, mas que "ele" (a pessoa que ligou) havia visto pessoas suapeitas rondando a casa. Os pais do Pablo deram meia volta no carro e ligaram avisando que estavam voltando.
- Gui - disse Pablo -, precisamos esconder o Blaster.
- E eu já discuti com meu irmão dizendo que não ligo prara o que ele faz, então se deixar-mos o Blaster muito tempo no terreno baldio, o Felipe pode contar tudo para meus pais ou os seus, ou os de qualquer um que saiba sobre o Blaster!
- Calma! Temos que pensar em algo. Mas quem será que ligou para meus pais?
- Você ainda tem dúvidas? Só pode ter sido o Felipe!
- Felipe? Mas ele não sabia que meus pais viajaram e nem que o Blaster estava na minha casa!
- Mas quando eu voltei da sua casa ele disse: "Eu vou para casa; tenho que fazer uma ligação". Como ele descobriu eu não sei, mas eu tenho certeza que foi ele.
- O que fazemos?
- Não temos escolha; eu tenho que implorar perdão para ele e pedir para ele cuidar do Blaster até seus pais saírem; mas nosso plano já era...
- Depois pensamos em algo. Vamos para sua casa.
Pegamos o Blaster e fomos para minha casa. Lá, eu implorei perdão para o Felipe e me humilhei como um lixo. Ainda bem que somente ele e o Pablo presenciaram. Depois, pedimos que ele cuidasse do Blaster até o Pablo "se livrar" dos seus pais. Eu aproveitei e perguntei se foi ele mesmo que ligou para os pais do Pablo. Ele disse que sim; estava apensando em não contar, mas depois que discutimos, ele ligou para eles voltarem. Isso mostra a pequena parte boa dele. Se ele quisesse, tinha entregado o Blaster e todos os envolvidos no segredo alí mesmo, mas não nos entregou, apenas atrapalhou nosso plano contra ele. Pensando bem, se ele entregasse de cara, a chantagem acabaria. Por mais que eu tente achar algo bom nele, não consigo.
Felipe concordou em escondê-lo em casa até que fosse seguro levá-lo para a casa do Pablo.
Mesmo continuando sobre chantagem, estava mais tranquilo por saber que o Blaster estava seguro.
Mais algumas horas depois, minha mãe percebeu que mesmo usando a farinha de casa, ela precisaria ir ao supermercado. A sócia dele também não estava na padaria, então aproveitei para ligar para a Vi. Contei tudo o que havia acontecido naquele dia cheio e aproveitei para matar um pouco da saudade. Mesmo que isso seja impossível.
Minutos depois, o Pablo liga dizendo que seus pais haviam saído e que ele iria buscar o Blaster. Eu liguei para o Felipe avisando que o Blaster iria embora. Achei estranho ouvir risadas do Felipe ao telefone; geralmente ele só ri em companhia dos amigos, nunca em casa.
Mas continuando: Antes mesmo do Pablo chegar na padaria, Felipe me aparece com o Blaster para entregá-lo.
- Você está louco - perguntei.
- Por quê? Você disse que a mãe não está!
- É, mas alguém pode te ver!
- Não seja exagerado! Seu amigo já está chegando para pegá-lo!
Olhei e vi o Pablo correndo como louco.
- Guilhermeeeeee! - gritou ele, enquanto tentava parar de correr - você não vai acreditar!
- O que foi?
- É uma catástrofe! É horrível! É...
- O QUÊ?
- ...É a sua mãe!
- Você está chamando nossa mãe de horrivel? - perguntou Felipe em tom ameaçador
- Não é isso! É que ela está vindo e vai ver o Blaster aqui!
- O quê!?! Felipe, volte para ca...
- Não! Ela vai vê-lo sair da padaria!
- O que faremos?
Eu fiquei desesperado. Naquele momento, a única coisa que passava pela minha cabeça era que tudo o segredo seria desvendado e que todo o plano para esconder o Blaster em segurança ia pelo ralo.

O EH não é novela da Globo, mas adora fazer suspense! Então não perca o próximo e último capítulo do Segredo do Blaster! Saiba o que vai acontecer e quem/o que é o Blaster!
Façam suas apostas!
Tchau! Até a prixima e comente!!