segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O segredo do Blaster [parte 7]

Na 6ª parte do 'segredo', eu contei que o Felipe estava na padaria com o Blaster e que minha mãe estava indo para lá. Naquele momento eu me desesperei. Tudo estava perdido. Tudo pelo que lutei havia descido ralo à baixo. A única coisa que eu poderia fazer era tentar enrolar a minha mãe para dar mais tempo para Felipe e Pablo pensarem, afinal, eu mesmo não conseguia raciocinar.
Disse aos dois:
- Façam algo! Escondam o Baster em algum luga! Eu vou enrolá-la para dar tempo a vocês!
- Eu te ajudo - disse Pablo - Felipe, você esconde o Blaster!
- Desde quando eu virei empregado de vocês? Na verdade, vocês quem deveriam estar me bedecendo para eu não entregar seu segredo. Afinal, eu nem gosto "dessa coisa"!
- Felipe, por favor. Eu sei que você tem um coração. Quando eu liguei para você trazê-lo para cá, eu o ouvi rindo. você estava se divertindo com ele. Em poucos minutos de convivência, você se encantou pelo Blaster.
- Assim como todos nós - completou Pablo.
- Fe, por favor. Não cause nenhum mal a ele.
Naquele momento, ele pode notar a minha sinceridade e meu amor pelo Blaster, e seus melhoressentimentos afloraram naquele momento. Mesmo ele, que se demonstrava tão grosso e sem coração, tinha que admitir que o Blaster o conquistou e o apaixonou.
- Ok. - disse meu irmão - Eu vou escondê-lo. Distraiam a mãe uns minutos que eu dou um jeito.
Nunca, em toda a minha vida eu senti tanto orgulho do Felipe. Pela primeira vez, ele estava agindo com a consciência e não com a ambição. Não que ele seja ambicioso, mas 99% das vezes ele não liga para as consequencias, apenas para seu próprio eu. Naquele momento, eu pude sentir que ele se importa com os outros. Naquele momento, eu o vi como um irmão, o que não acontecia à anos.

Depois disso, Pablo e eu corremos em direção da minha mãe. A paramos com a mente vazia, tentando atrasá-la, mas torrei os neurônios para conseguir.
- Mãe...
- O que foi? - Perguntou ele.
- Eu preciso te dizer uma coisa.
- O quê?
- ...
- Ele quer dizer que meus pais viajaram! - Disse o Pablo.
- Mas isso ele já disse. Tem algo mais?
- Tem, é que...
- Vamos logo! Tenho que voltar para a padaria!
- Mas eu preciso falar!
- Fale na padaria. Se chegar um cliente...
- O Felipe está lá. ele atende.
- Por que ele está lá? Vocês não estavam se estranhando?
- É isso que eu quero dizer! Que "fizemos as pazes"!
- Quem bom! Parece que agora vocês vão se entender! Depois de tanto tempo, vão para de brigar como cão e gato!
- Eu sou o gato, é claro.
- Humilde... - comentou o Pablo.
- Mas vamos para a padaria, porquê...
- NÃO!! - gritamos, assustando a minha mãe.
- Por que não? Vocês estão me escondendo algo? Guilherme Vieira Rodrigues, se você está mentindo para mim, é bom dizer a verdade logo!
- Claro que não! É que...

Para minha sorte o Felipe saiu da padaria nesse instante e gritou:
- Podem vi... (ele notou que minha mãe desconfiaria e se interrompeu) Mãe! Já voltou?Que bom!
- Tem algo muito estranho aqui... Mas vamos entrar.
Todos entramos. Minha mãe foi para trás do balcão, Pablo foi olhar as guloseimas expostas e eu, perto da entrada, perguntei ao Felipe:
- Tudo Ok?
- Ok. Eu dei um jeito.
- Eu não sei como te agradecer. Mas ainda vou precisar da sua ajuda para tirá-lo daqui sem ela notar...
- Meninos - gritou minha mãe - eu vou lá atrás (no quartinho dos fundos) e já volto. Olhem a frente (ficar de olho na recepção).
- Onde você o pôs?
- No quartinho.
- O QUÊ? ELA FOI PARA LÁ!

Eu corri em direção ao balcão e a porta do quartinho (que fica atrás dele), mas demorei muito. Antes que chegasse à ela, minha mãe gritou:
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Um Cachorro!!!!!!!!

Pronto. A bosta estava completa. Definitivamente estava tudo acabado. Minha mãe iria desmembrar o Blaster e vendê-lo para o tio que vende churrasco em frente ao supermercado.
Quando ouvi o grito, parei de correr. Fiquei sem reação. Não pude pensar. Apenas ver. ver o Blaster correndo porta á fora e minha mãe atrás dele com uma vassoura na mão.
Naquele instante, me joguei no chão e abracei o Blaster. Minha mãe poderia dar uma paulada nele, mas não em mim. Eu acho.
- Guilherme, como esse vira-latas entrou aqui? Por isso que vocês estavam me distraindo, não é?
- Não machuque ele! - falei, quase corando para comovê-la.
- E ele não é vira-latas! É um Husky! (clique aqui para ver um husky)
- Na verdade, ele não é um Husky; é um Shiba Inu! (Foto aqui.)
- Não interessa a raça desse vira-latas! (Ela ainda não havia notado que vira-latas é a falta de uma raça, e que o Blaster é um puro-sangue.) Eu quero ele fora da padaria! Já imaginaram o que aconteceria se um cliente visse um cão na padaria?
- Mas mãe! Não podemos nos livrar dele!
- Depois falamos sobre isso; tirem esse bicho da padaria!

Depois do ocorrido, o levamos para minha casa. minha mãe disse para esperar-mos nosso pai chegar para decidir-mos o que fazer com ele.
Antes de contar o que aconteceu (o que é bem previsível se você já leu minha postagem "Online na roça" ou já viu minhas comunidades no orkut), eu vou falar um pouco sobre o Blaster, agora que você já sabe que ele é um cachorro. Eu acho que foi bem previsível, mas eu fiz o máximo de suspense possível.
O Blaster é de uma raça japonesa chamada SHIBA INU (em português, cachorro pequeno). Essa raça é bem popular no Japão; é excelente para caça de animais pequenos, mas também é uma ótima companhia, mas não fica tão grudado nos donos; ele é mais na dele. O Felipe o confundiu com um husky porque ele é bem parecido com essa raça, porém menor (cerca de 41,5 cm) e tem focinho pontudo e orelhas triangulares, um pouco inclinadas para frente. Para saber um pouco mais e ver muitas fotos, eu vou deixar o link do site do canil Prodigus Canis, um canil em São Bento do Sul (Santa Catarina) que cria Shibas e Rottweilers. Para visitar o site, clique aqui. (Eu não estou recebendo pela propaganda! É que o site é bom mesmo!) E vale a pena entrar; é uma foto mais encantadora que outra. Eu fiquei parecendo um bobão na frente do computador, vendo as fotos, babando e falando com voz enrolada (como muita gente faz com bebês). Mas vamos voltar à história.

Mais tarde, na minha casa, minha mãe, Felipe, Blaster e eu estava-mos sentados envolta da mesa, esperando nosso pai e conversando sobre o futuro do Blaster:
- Então era isso! - disse minha mãe. - Por isso que você estava tão pra baixo a semana inteira! Você estava escondendo o cachorro e o Felipe estava te chantageando para não contar, e como você achava que não o queria-mos, aceitou calado.
- Isso aí. Hoje os pais do pablo viajaram e ele levou o Baster para a casa dele, para tirá-lo do terreno baldio e o Felipe não ter provas contra nós, e consequentemente parar de me chantagear.
- Mas quando que fui para a padaria no lugar do Gui, liguei para um amigo e pedi que ele o seguisse para sabedo o que faria; eu descobri o que estava acontecendo e liguei para os pais o Pablo, dizendo que tinha visto pessoas estranhas rondando a casa e que ele poderia estar em perigo. Por isso eles voltaram.
- Sem escolha, eu o trouxe para cá, e o Felipe concordou em cuidar dele, mas acabou se apaixonando por ele também, afinal, ele é irresistível!
- Depois que os pais do Pablo saíram de novo, eu fui levá-lo para eles, mas você estava chegando do mercado, e eu não vive escolha a não ser escondê-lo na padaria.
- Muito útil, inclusive! Não deram dois minutos e a mãe achou ele! Não foi de propósito?
- Claro que não!
- MENINOS! Estava tudo tão bom em paz! Não voltem a brigar!
- O que faremos agora?
- Vamos ver o que seu pai vai achar do cachorro. Mas antes que ele chegue, vamos dar um banho nele. Ele está bem suginho...
- Ok. Eu vou ligar para a Petshop!

Eu liguei e eles vieram o buscar em casa. Enquanto ele estava lá, eu contei que havia achado o Blaster bem suginho e doente e comecei a cuidar dele. Meus amigos da escola começaram e ajudar, dando banho, comprando remédios e passando as tardes com ele. Mas por falta de opção, tivemos que deixá-lo no terreno baldio para ninguém descobrir. Afinal, os pais de nenhum de nós iria querer um cachorro. O meu pai mesmo disse que se visse um cachorro em casa, o jogaria pela janela. Acho que ele não seria tão cruel, mas nunca se sabe O.o'

O tempo foi passando, o Blaster voltou e estava-mos apreensivos esperando meu pai, para saber se ele iria aceitar o Blaster em casa. Quando ele chegou, minha mãe foi recebê-lo na porta. Ele mal entrou e ela começou a enchê-lo de elogios para ele não chutar (literalmente) o Blaster pela janela, afinal, minha mãe também ficou encantada pela carinha felpuda do Blaster.
- Oi amor! - disse minha mãe ao receber meu pai - eu tenho uma coisa para te pedir!
- Não pode pedir depois que eu estives dentro de casa?
Ele entrou e deu de cada com a seguinte cena:
Felipe jogado no sofá em frente da televisão, entre eles eu no chão com uma bolinha na mão, e o Blaster ao meu lado, sentado com a cabecinha de lado, olhar meigo e abanando o rabinho.
Meu pai logo perguntou:
- O que esse bicho está fazendo aqui?
- O Gui achou ele na rua e "agente quer" ficar com ele!
Meu pai olhou para o Blaster, o Blaster devolveu o lhar de forma doce e arinhosa, pôs a linguinha de fora e nós interrompemos o troca-troca de olhares:
- Deixa pai! Deixa! Nós vamos dar banho (ou pagar para darem), alimentar, limpar o cocô, levar para passear...
- Esperem! Eu não disse nem que sim, nem que não!!
- E ai?
Os poucos segundos que se suucederam foram agonizantes, mas vou te poupar deles:
- Claro. Desde que ele não mastigue nada e eu não pise em merda de cachorro...
Nós dois gritamos e o Blaster latiu. Mas aí veio outro dilema:
- Qual vai ser o nome dele?
- Ele já tem nome: Blaster.
- Que nome ridículo! - Disse Felipe. - Que tal Rex?
- ¬¬ Você acha que meu cachorro vai ter esse nomezinho bobo e padão? Só faltava sigerir Totó!
- Blaster é um nome muito idiota! Eu prefiro Apollo ou Maylon.
- Mas ele já tem nome. Á semanas que eu o chamo de Blaster e ele responde.
- Vamos ver:
O Felipe começou a chamar: "Apollo! Vem cá Apollo! Maylon, vem cá no meu colo, vem!"
Mas o Blaster continuou olhando pra TV. Então eu disse "Blaster..." E ele olhou para mim, abanando o rabo.
- DECIDIDO! O nome vai ser Blaster!
- Mas, mas...
- Eu achei ele, eu escolho o nome.
- De onde você tirou esse nome?
- Bom, Shiba Inu é uma raça japonesa, então eu pensei em algo japonês; tem uma banda de j-rock (rock japonês) que tem uma música com esse nome. Por falta de criatividade, dicidimos (eu e o pessoal da escola) por esse nome. (Eu vou por a música no final da página. Se você quiser ouvir, é só clicar PLAY).
- Mas, ele não tem nenhum dono por ai?
- Não. Nós procuramos mas ninguém nos bairros mais próximos perdeu um Shiba. E comerciantes perto do terreno baldio onde o chamos disseram que ele apareceu do nada numa manhã e que ele parecia abandonado.
- Nesse caso, Blaster agora é parte da família.

E foi assim que o Blaster, meu Shiba Inu veio para nossa casa. O problema é a Mariana que não deixa o pobre em paz, mas são consequencias da vida. Nunguém mandou ele nascer lindo e irresistível! Tipo assim, como eu, por exemplo. Agora vou parar, senão vou criar calos nos dedos :P
Mas antes, a música que eu disse acima:






Comente e até a próxima!



sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz década nova - ORIGINAL

Eu sei. Ano passado, coloquei uma postagem de FELIZ DÉCADA NOVA. Fiz isso por que sou (ou pelo menos era) um grande burro que não raciocina e não pesquisa. No nosso calendário, o 1º ano foi o ano 1 a.C. (e não teve ano 0). Por isso, no ano 10 se encerrou a 1ª década e no ano 11 se iniciou a 2ª. Seguindo a lógica, todo ano terminado em 1 (1991,2001,2011,2021...) é o primeiro de uma década.
Então, agora sim, com certeza quero lhe desejar uma FELIZ DÉCADA NOVA!!. Se o seu 2010 não foi bom, lhe desejo um 2011 melhor. Se 2010 foi ótimo... Que seu 2011 seja melhor ainda!!

Não vou ficar falando muito; como eu ja disse nessa postagem, eu não estou animado com o blog e nem vou me esforçar para 'ergue-lo'; mas em breve, a versão v3.0 irá mudar tudo isso.

Clique aqui para ver (ou rever) a postagem de ano novo do ano passado.

Em breve, o encerramento (provavelmente definitivo) das estórias do EH.

E pra finalizar, o típico cartão de ano novo. Já sabe: para colocá-lo no orkut, blog, site ou etc, copie o código abaixo dele. E para por no orkut novo, clique em HTML, na parte superior na caixa de recado  ;D



<center><a href="www.espacohugo.blogspot.com" title="Clique e acesse o Espaço Hugo!!"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_Pj6OXECw_rY/TR9U7zGb8iI/AAAAAAAABYA/HOq3xV7NDmE/s1600/Cart%2527ao_reveillon_EH_2011.png"></a></center><center><a href="www.espacohugo.blogspot.com" title="Clique e acesse o Espaço Hugo!!"></a><span style="color: #0b5394; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-large;">Te desejo tudo de bom para esse novo ano!</span></center><center><span style="color: #0b5394; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-large;"></span><span style="color: #54adff; font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: large;">Que seu desejos se realizem e tudo que você não conseguiu em 2010 chegue em dobro nesse ano!!</span><div style="text-align: right;"><span style="font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-small;">Acesse o Espaço Hugo e confira a postagem de ano novo!!</span></div><div style="text-align: right;"><span style="font-family: 'Monotype Corsiva'; font-size: x-small;">Clique na imagem!</span></div></center>
Até a próxima e até mais !!